sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Forças gradeadas

Em paralelo com a teoria crítica da comunicação, traço um perfil com a nossa realidade e com a maneira em que os veículos de cultura de massa transformam nosso comportamento.
Queria que os leitores refletissem um momento, sobre a questão do visconde do Sítio do pica-pau amarelo ser um sabugo de milho velho e mofado, enquanto na verdade ele é o sábio da turminha. Gente! Ele é o portador da sabedoria! E traz consigo a imagem de algo que é desprezível, algo que pode ser descartado.
Por trás disso temos os propagadores da informação nos fornecendo conteúdos enrustidos para que no fundo no fundo estejamos sendo rotulados para cumprir ordens, leis e comportamentos característicos para que uma burguesia saia lucrando com determinados atos.
Chegamos a certo ponto de influência e manipulação que as pessoas acham bonito utilizar as roupas e gírias que a Bebel da novela das oito usa.
Então, o que está escondido atrás das imagens? Que maquiagem é usada? Por que aparece na propaganda do sabão em pó OMO uma pessoa de branco(como se fosse um cientista) ensinado que a eficiência do sabão é melhor que a dos concorrentes? Qual persuasão será imposta com isso às relações de consumo?
As informações que chegam aos nossos sentidos funcionam como rédeas que nos deslocam a um caminho sugerido por uma minoria super beneficiada, ou como grades que impedem nossas mentes de exigir realmente o que é necessário e essencial.

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